• Ramy Arany

A CONQUISTA DA DÉCADA

Atualizado: Mai 9



Depois de séculos de submissão as mulheres retornam à liderança em várias áreas de nossa sociedade e da vida como um todo. Desta forma, o que antes era visto como algo incomum, estranho e muitas vezes até inseguro, atualmente é encarado de forma oposta.

As mulheres tem de fato aproveitado muito bem suas conquistas, agarrando as oportunidades e continuando a abrir espaços rumo a novos horizontes. Embora isto esteja ocorrendo de forma mundial, nas sociedades de um modo geral existem desigualdades para a liderança feminina se efetivar de fato, pois os valores sociais e culturais influenciam de forma a favor ou contra esta conquista que é natural.


Bem, aqui em nossa sociedade já é difícil falarmos sobre o chefe da casa na pessoa masculina, pois uma grande maioria de mulheres são as “chefe de casa”, pois são as provedoras do lar. Isto está ocorrendo em razão das mulheres terem atingido uma remuneração equivalente aos homens ou até mesmo superior. As mulheres estão sustentando seus lares com ou sem maridos, pois através da independência financeira, as mulheres estão podendo sustentar suas escolhas de terem ou não companheiros.


Em relação à maternidade, as mulheres já não a reconhecem como sendo algo obrigatório, mas sim, como uma escolha verdadeira. Preferem primeiro estudar, assegurar uma carreira, se alicerçarem, serem independentes financeiramente, terem moradia própria, dentre outros. Isto acaba contribuindo para a maternidade tardia, ou seja, maternidade aos quarenta, ou até mesmo aos cinquenta anos. As mulheres também conquistaram o direito de serem mães, com ou sem companheiros, muitas recorrendo aos bancos de sêmen, principalmente as mais maduras.


As mulheres também, estão na liderança da educação de seus filhos, coisa que antes era comandado pelos maridos, pois a mulher era somente para gerar e parir filhos, ficando as principais decisões somente para o pai. Em relação ao profissional, as mulheres têm a cada dia conquistado cargos de lideranças como: gerências, diretorias e presidências, de uma forma geral em inúmeras áreas da sociedade. Isto significa que o potencial da mulher, suas ideias, seu comportamento e sua forma de liderar já se encontram embasando inúmeras decisões em relação a tudo na vida.


Porém, é neste exato ponto que penso ser muito importante pensarmos sobre: o quanto as mulheres estão influenciando o mundo através da liderança feminina; o quanto isto está somente no começo; o quanto as mulheres necessitam saber sobre a força feminina; o quanto o mundo espera que a mulher faça algo melhor do que a velha liderança fez e tem feito.


A missão da mulher é muito importante neste momento, pois está recaindo sobre ela a esperança de que algo melhor ocorra. Será que o mundo acredita finalmente que a mulher pode fazer algo que de fato traga melhoria e benfeitorias ao planeta? Como a mulher pode fazer algo diferente se ela vem de uma educação fundamentada em valores masculinos? (Visto que todas as sociedades são masculinas, mesmo que acreditem e respeitem as mulheres).


Estamos num momento muito delicado pois o feminino necessita ser compreendido como uma consciência e não somente o “jeito de ser mulher”. De nada adianta a mulher ser feminina por fora e masculinizada em seu interno. É necessário ser mulher por dentro e por fora, pois o mundo precisa da força das mulheres, da sabedoria do feminino e do jeito de ser “mulher” das mulheres. Para isto, nós mulheres necessitamos aprender sobre nossa força, sobre nossos talentos e sobre o maior segredo do feminino: a força de gestar e de parir a vida: ideias, sentimentos, emoções, projetos, relacionamentos, profissão, saúde, sexualidade, prosperidade, liderança, maternidade, filhos!


A mulher é como a mãe natureza que continuamente nos ensina sobre a força gestadora, sobre o ser mãe e o ser filha e sobre o feminino. É preciso mudar os valores de referências para se construir um novo mundo, para se escrever uma nova história, onde as mulheres não podem repetir as velhas ilusões de um sistema já encerrado. A mulher representa o novo, a esperança de um novo modo de se fazer com que o mundo caminhe para a continuidade!


Ramy Arany

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