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  • Foto do escritorRamy Arany

Mulheres que não acreditam no seu potencial

Atualizado: 14 de abr. de 2021

Revisado: 12/09/2020



Image by rawpixel.com

Durante muito tempo as mulheres foram consideradas inferiores em todos os sentidos e isto se evidenciava quando comparadas aos homens. Houve um tempo em que a sociedade científica desenvolveu estudos sobre a mulher: sobre o cérebro; sobre o intelecto; sobre o comportamento; força física, sempre a partir do modelo masculino, provando a inferioridade feminina. Acreditava-se, naquele tempo, que as mulheres não deveriam estudar, pois isto influenciaria negativamente em sua capacidade de ser mãe, como se o desenvolvimento da inteligência, da cultura do intelecto influenciasse em seus instintos maternos. Fica clara a tendência dessa sociedade científica do passado de olhar para a mulher e vê-la somente como “fêmea”, com todo o respeito a todas as fêmeas da natureza que também manifestam o feminino.


Porém, tudo isto que parece coisa do passado ainda é vivo de forma mais presente ou não nas sociedades em geral e também no que a psicologia chama de inconsciente coletivo. Novamente falo às queridas leitoras que, de forma consciente ou não, isto influencia a consciência das mulheres que acabam por assimilar certos valores negativos quanto a seus potenciais. Desta forma, há mulheres que foram educadas em culturas onde o feminino era desvalorizado; mulheres que não foram estimuladas a crescer; a evoluir; a estudar; a reconhecer seus potenciais. Lembro-me de casos onde as mulheres, ao nascerem, eram rejeitadas por alguns homens da família por terem nascido mulher.


Há também o caso de mulheres que não vivenciaram nada disto. Em muitos casos, educadas de forma a valorizar o feminino e também seus próprios potenciais e mesmo assim, não acreditam em si mesmas e carregam ao longo de sua vida uma autoimagem negativa desenvolvendo uma autoestima também desta forma.


Isto se dá em razão de uma força interna negativa que chamo de força antagônica, que todos nós possuímos e necessitamos aprender a lidar com ela. Esta força é parte de nós e sendo conduzida de forma correta ela se torna uma força aliada e não inimiga. Toda vez em que nós gestamos algo contra nós mesmos estamos dando força a esta força interna contrária. Desta forma, a autoimagem e a autoestima negativa é a própria força antagônica que nos impede de ser felizes conosco mesmos.


Contra isto só há um jeito: reconhecer o que de melhor você é; reconhecer os passos já construídos; olhar para si com um novo olhar, o olhar positivo, para frente, para cima; o se acolher e principalmente pensar o melhor de si mesma. Em todas as situações fique sempre de seu lado e se compreenda. Se ame e se dê o melhor, pois você merece!


Ramy Arany

2 Comments


meirery
Sep 17, 2020

Lendo esse artigo me fez refletir sobre esse comportamento das mulheres não se valorizarem, e que passam por gerações e ainda é tema atual. Apesar de falarmos de modernidade e de acreditarmos que as mulheres ganharam espaço fora, fica claro que muitas e eu me incluo, traz dentro uma limitação a ser trabalhada. Obrigada à ramy arany, a cada artigo como esse, podemos abrir a visão para transformação.

Meire R Yoshino


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araressy
Sep 15, 2020

Muito bom este artigo, me fez pensar no autoconhecimento, na importância de saber as qualidades, mas também o que nos impede de progredir, a força contrária e aprender a lidar com ela. Gratidão Ramy Arany!

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